Dois anos depois de reinaugurado, o Aeroporto de Maricá, administrado pela Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar) está ampliando suas operações. A partir do mês de julho, o aeroporto inicia as operações noturnas com a implantação de balizamento. Com isso, a cidade de Maricá se credencia a receber voos noturnos já nesse segundo semestre.

Além do balizamento, a Codemar construiu dois novos hangares com 1.221 metros quadrados cada, que atendem a todas as necessidades de sustentabilidade e normas internacionais de aviação civil. Ambos podem receber células fotovoltaicas nas coberturas, possuem ventilação natural e estão equipados com sistema de reservatório de reuso destinado à lavagem de aeronaves. Os novos espaços permitem alocar helicópteros de maior porte como o Sikorsky S-92, e os Agusta AW-139 e AW-189 e o Eurocopter H-175, além de aviões de médio porte, como jatos executivos, e pequeno porte.  

Hoje, o aeroporto tem a denominação SBMI (lançada nas cartas de navegação aérea); dispõe de estação meteorológica; comunicação via rádio (RDO-MI) inclusa na carta de acordo operacional; um amplo estacionamento monitorado 24 horas por câmeras do Centro de Controle Operacional (CCO), dispositivo adquirido em parceria com a empresa italiana Leonardo Company. O CCO realiza acompanhamento dos horários dos voos de chegada e saída, monitora movimentos do aeroporto e facilita o atendimento de ocorrências aeroportuárias.

O aeroporto conta, ainda, com um Posto de Abastecimento de Aeronaves, que oferece serviços com valor competitivo comercializando querosene de aviação (JET A-1) e lubrificantes. São oferecidos ainda serviços de hangaragem com seguro; processamento de passageiros; vigilância 24h e oito vagas de estacionamento de aeronaves no pátio.

O aeroporto tem um papel importante no desenvolvimento econômico da cidade de Maricá. Por sua localização privilegiada em relação às plataformas da Bacia de Santos, está preparado pela Prefeitura para atender ao modelo offshore, além de ter um contrato de serviços assinado com a Petrobras. A assinatura de uma joint venture com o conglomerado aeroespacial Leonardo trará serviços de manutenção de aeronaves e treinamento de pilotos.

Empresas como a Omni Táxi Aéreo, que atende ao transporte offshore, já estão no aeroporto, que tem recebido propostas de investimentos e parcerias de governos estaduais, como o do Piauí que já demonstrou interesse em adquirir equipamentos de segurança que serão construídos no espaço pertencente à Codemar.

“Temos um equipamento funcionando que gera maiores oportunidades de negócio e emprego. O aeroporto está preparado para receber aeronaves da aviação executiva, comercial e atender o offshore, que demanda uma maior segurança operacional. O aeroporto está sendo preparado para em um próximo momento atender aviação de carga e comercial de pequeno e médio porte”, afirma o presidente da Codemar, José Orlando Dias.

Fonte: PMM

Foto: Alan Carlos

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