O Natal Iluminado, previsto para iniciar esse mês, já movimenta os comerciantes e os artesãos da cidade. No Mercado das Artes, por exemplo, situado no Centro, os artesãos sairão do interior do estabelecimento para dividir um chalé natalino, localizado no Centro. As feiras de artesanato também estão inseridas na programação natalina.

Para que todos sejam contemplados, a ideia é que haja um rodízio entre eles. Cada um irá levar alguns produtos para expô-los nos chalés. Caso o cliente tenha algum interesse, será encaminhado para o box dentro do Mercado das Artes.

A artesã e restauradora há 40 anos, Zenádia Machado, de 66 anos, contou que no ano passado a procura foi tão grande que os clientes compraram as peças do presépio que ela fez para enfeitar o seu box.

“Esse ano não quero tirar o presépio daqui. Já estou fazendo uns separados para vender para os clientes e ficar um só para enfeitar. No Natal a procura é sempre grande e aproveitamos isso para ganhar um extra”, comentou a moradora de Jacaroá.

Com seu box situado de frente ao da restauradora, a artesã Sueli Castano Ferreira, de 62 anos, está a todo o vapor confeccionando enxoval de bebês com idades que variam de um mês a um ano.

“Tento pegar o tecido e aproveitá-lo ao máximo, desde um pedacinho pequeno ao grande. O meu lucro total é do fuxico e dos pedacinhos que vou colocando na toalha. Por exemplo, se eu compro um pano de R$ 25 ou R$ 30, tenho que fazer um lucro de R$ 180 nele. Por isso estou com essa cara de cansada”, comentou a artesã, que no ano passado esteve no estande em que conseguiu faturar cerca de R$ 13 mil divididos entre as oito pessoas que compartilhavam o chalé.

Há cerca de 20 anos fazendo parte da feira em Maricá, Hermínia Martins, de 59 anos, depositou no desenvolvimento da cidade a possibilidade de conseguir faturar ainda mais neste Natal.

“A produção já está a todo o vapor. Acredito que neste ano vai ser melhor do que o anterior porque a nossa cidade cresceu muito em função do trabalho que a Prefeitura está fazendo.

Na ocasião, trabalhei muito do lado de fora do chalé e fiquei quase sem mercadoria. Graças a Deus foi muito bom”, relatou a artesã que confecciona tererê, cordões, pulseiras e pintura tie dye (processo de tingimento de tecidos feito com corantes que, ao se espalharem pela peça, criam estampas únicas).

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