A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (10) o reajuste tarifário da Enel Distribuição Rio. O reajuste para consumidores de baixa tensão, em sua maioria clientes residenciais, foi de 2,48%, e para os clientes de média e alta tensão, em geral indústrias e grandes comércios, o índice aprovado foi de 3,38%. O reajuste será, em média, de 2,71%, percentual menor que a inflação do período (3,9%), e passa a vigorar a partir do dia 15 de março.

Os principais fatores que influenciaram este aumento foi a atualização dos custos com aquisição de energia e de contratação de transmissão. Esses fatores, que são definidos por lei e regulamentação, não são gerenciados pela companhia e representam juntos 2,41% do reajuste tarifário deste ano. Do reajuste total, a parcela que fica com a atividade de distribuição de energia da Enel Distribuição Rio correspondeu a apenas 0,98%.

A compra de energia foi impactada por elevação do custo de energia da usina de Itaipu, em função do aumento da variação cambial. Já o aumento do gasto com transmissão se deve à atualização por inflação dos contratos e por conta da entrada de grandes obras de transmissão entre 2019 e 2020.

As tarifas de energia são definidas pela Aneel com base em leis e regulamentos federais e contêm custos que não são de responsabilidade da Enel como: impostos, encargos setoriais, custos de geração e transmissão de energia. Estes valores são arrecadados pela distribuidora, por meio da tarifa de energia, e repassados às empresas de geração, transmissão e ao Governo Federal.

De uma conta de R$ 100, por exemplo, apenas R$ 23,6 são destinados à Enel Distribuição Rio para operação, expansão, manutenção da rede de energia e para remuneração dos investimentos.

Apenas nos últimos dois anos, a empresa investiu cerca de R$ 1,4 bilhão. Esse investimento já contribuiu com a melhora do DEC (Duração de Interrupção por Unidade Consumidora) em 40% no período de dezembro de 2016 a dezembro de 2019. O FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) também melhorou 33% no mesmo período.

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