O prefeito Marcelo Crivella (PRB) anunciou nesta segunda-feira (25) que não vai flexibilizar o isolamento social no Rio. A decisão foi tomada após reunião com o Conselho Científico da prefeitura.

“Não vamos relaxar as medidas de afastamento social. Devemos esperar mais um período para recomeçar o retorno às atividades”.

As restrições devem permanecer no município por mais uma semana, quando passarão por uma reavaliação.

Segundo o prefeito, já há protocolos pensados para atividades que poderão ser as primeiras a voltar em junho.

“Nós falamos, por exemplo, sobre lojas de móveis, onde não temos aglomerações. E concessionárias de veículos”.

Regra para igrejas

Nesta segunda-feira (25) um decreto sobre as medidas para funcionamento de templos religiosos deve ser publicado no Diário Oficial.

O decreto prevê:

  • uso obrigatório de máscara
  • distância mínima de 2m entre os fieis
  • disponibilização de álcool em gel
  • preferência de cerimônias não presenciais a grupos vulneráveis

O texto cita decreto federal do presidente Jair Bolsonaro que incluiu os templos religiosos como atividades essenciais e afirma também que a Prefeitura do Rio “em nenhum momento” determinou fechamento ou restrição desta atividade.

O decreto diz ainda que as “organizações religiosas têm sofrido interferências e embaraços indevidos em seu funcionamento” por decisões equivocadas de agentes públicos, sem citar quais.

‘Dominamos a pandemia’

Segundo o prefeito, a expectativa de uma situação caótica na capital não se confirmou. Pelo último boletim oficial, a cidade do Rio tem 182 mortes e 21.775 casos de Covid-19.

“Nós hoje dominamos a pandemia. Nós não entramos no caos. Tínhamos uma preocupação enorme de uma explosão de casos na cidade. Graças aos equipamentos que vieram, não tivemos isso”, disse Crivella.

Crivella disse ainda que esta semana serão disponibilizados 880 leitos no Hospital de Campanha do Riocentro e no Ronaldo Gazolla, em Acari, na Zona Norte.

Na quinta-feira (21), Crivella usou como justificativas para a possível retomada das atividades a taxa de isolamento na cidade, que, segundo ele, estaria em 80%, e a queda na curva de contágio de Covid-19.

“Hoje no Rio de Janeiro, graças a Deus, 80% das aglomerações diminuíram, 80% do trânsito de pessoas na rua, 80% do trânsito de passageiros em ônibus diminui também, as curvas diminuíram de velocidade de contágio, de tal maneira que estamos tendo sinais no horizonte de que devemos voltar à atividade. E vamos voltar”, disse Crivella na semana passada.

Flexibilização em outros municípios

Duque de Caxias

Nesta segunda (25), a prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, passou a adotar um novo protocolo para circulação de pessoas durante a pandemia. Pela manhã, o comércio abriu e houve registro de aglomerações. A decisão previa que o comércio voltasse a abrir, desde que sigam normas de higienização contra o novo coronavírus.

No entanto, na tarde desta segunda-feira (25), a Justiça suspendeu o decreto do prefeito Washington Reis e o comércio da cidade deverá continuar fechado

Com a decisão, só estabelecimentos e serviços essenciais serão mantidos em funcionamento. Município comunicou que não foi informado sobre a decisão.

Caxias é o segundo município com maior número de mortes causadas por Covid-19 no estado, atrás apenas da capital fluminense. Eram, até este domingo (24), 182 óbitos e 1.184 casos.

Niterói

Já Niterói, na Região Metropolitana, deu mais um passo para afrouxar as medidas de isolamento social. Parte do comércio reabriu nesta segunda, como salões de beleza, imobiliárias, hotéis e escritórios de advocacia.

Todos os serviços precisam seguir protocolos sanitários, como o distanciamento social e oferta de álcool gel. O uso de máscaras pela população permanece obrigatório e quem descumprir a medida, pode ser multado em R$ 180.

Outras atividades, como oficinas mecânicas, lojas de construção e óticas, já haviam sido liberadas na quinta-feira (21), no sistema batizado de “novo normal” pela prefeitura.

O plano foi desenvolvido por técnicos e especialistas da prefeitura e leva em consideração indicadores como a taxa de transmissão da doença, a taxa de letalidade e o número de leitos disponíveis.

Corte em salários

Marcelo Crivella determinou então o corte de 50% do salário dos secretários e de 30% dos funcionários públicos “com o símbolo DAS-10A”. A determinação já vale para o mês de junho.

Outro decreto publicado no Diário Oficial extraordinário desta segunda-feira (25) fala sobre o corte de salários de parte dos servidores. A medida tem como objetivo enfrentar a “crise financeira decorrente da pandemia da Covid-19”.

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