LSM – A Prefeitura de Maricá realizou uma celebração em comemoração ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ Nesta quinta-feira, 8, na Lona Cultural de Itaipuaçu.

A celebração contou com uma edição de debates cujo objetivo buscava celebrar a diversidade.

A Secretaria de Saúde, através dos profissionais da Estratégia Saúde da Família (ESF), do Núcleo Ampliado de Saúde da Família e da Atenção Básica (NASF- AB) orientou os participantes sobre os cuidados com a saúde.

Entre os assuntos abordados estavam o tratamento oferecido aos LGBTIs, a maneira de abordar os transexuais, a identificação de gênero em bebês, o respeito ao nome social adotado pelos LGBTIs e a limitação do sistema no atendimento de transexuais, entre outros.

“Engravidei e o médico me disse que era uma menina. Decorei o quarto em lilás, mas com dois anos ele disse que não gostava de laços, rosas e princesas. Deixou de ser convidado para eventos e começaram os desconfortos. Com 7 anos, meu filho se apresentou para um menino como Pedro, eu perguntei porque e ele disse que era como se sentia bem. Entendi que ele precisava de apoio e as crianças acolheram esse nome social dele. Os adultos é que são preconceituosos”, lembrou Beatriz Selles Dantas, mãe de um filho trans e médica da Unidade da Família de Cordeirinho.

Pedagoga da Assistência Social, Iracema Miranda contou sua experiência de vida. “Sempre soube que meu filho era gay. Quando ele me contou, no dia do meu aniversário, já tinha 17 anos, eu achava que ele fosse me dar uma notícia trágica aí ele revelou que era gay. Não foi novidade nenhuma para mim”, contou, revelando que teve medo pelo filho.

“Da violência, da homofobia, do preconceito e do que a minha família ia achar. Aí comecei a incentivá-lo ainda mais para que ele nunca dependesse de ninguém e pudesse mostrar seu valor, independente da orientação sexual que tem”, concluiu, lembrando que a Secretaria de Assistência Social conta com o projeto “Respeito vem de casa” que tem como objetivo acolher os LGBTs e suas famílias.

Morador de Itapeba, João Pedro de 25 anos falou sobre a importância de participar do evento. “Principalmente em regiões menores, eu acredito que o evento aproxima mais as pessoas. O que a gente precisa mais hoje em dia é que as pessoas entendam sobre esse público, essa causa, para que a informação chegue. Acredito que a maior causa do preconceito é a falta de informação e conhecimento”, revelou.

Barbara Elen de 40 anos também acompanhava a discussão. “Eu tenho muitos amigos homossexuais e procuro estar sempre em eventos que tenham esse tipo de debate porque ainda há muito preconceito e são pessoas como as outras”, avaliou.

“É super importante um processo como esse para a gente desconstruir essa herança colonial de machismo e preconceitos. Nós estamos na contramão da história porque temos políticas horizontais. Esse movimento é mais um para que tenhamos uma sociedade mais justa e igualitária, um encontro do espaço cultural com a afetividade”, declarou o secretário de Cultura, Sady Bianchin.

Coordenador Municipal LGBTI de Maricá e do Fórum LGBTI, Carlos Alves falou sobre o respeito a todos os LGBTs. “Vamos combater o preconceito com inclusão e respeito às identidades de gênero e orientações sexuais”, frisou. O evento também contou com apresentações de dança cigana e sorteio de brindes.

Fotos: Vinícius Manhães

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