Redação Maricá – A Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNSG) investiga se milicianos que atua em Maricá foram contratados para executar a morte dos jornalistas Robson Giorno e Romário Barros, além do vereador Ismael Breve e do seu filho, Thiago Marins. Os crimes aconteceram entre maio e agosto deste ano.

De acordo com a perícia técnica, em todos os crimes, os autores dos disparos usaram um revólver calibre 38. A DH está realizando confronto balístico para tentar confirmar se a mesma arma foi usada nas mortes.

Segundo investigadores da Polícia Civil, o revólver calibre 38 é muito utilizado por milicianos, justiceiros e matadores de aluguel. “É uma arma que faz o perfil deles. Traficantes, por exemplo, usam mais pistolas, principalmente calibre 9mm”, explicou um agente.

A especializada não descarta a possibilidade de as mortes terem sido motivadas por uma questão política. No entanto, os agentes ainda investigam quem seria o mandante.

– AS VÍTIMAS –

A primeira vítima foi o jornalista Robson Giorno, dono do jornal O Maricá. Ele foi assassinado a tiros na noite do dia 24 de maio quando chegava em sua residência, no bairro do Boqueirão, na Região Central de Maricá.

No dia 18 de Junho, foi o dia da morte do segundo jornalista. Romário Barros, dono do portal de notícias Lei Seca Maricá, foi executado quando voltava de uma caminhada noturna no bairro de Araçatiba, também na Região Central da cidade. Romário foi alvejado por três tiros quando entrava em seu veículo.

Na madrugada do dia 22 de agosto, o vereador Ismael Breve, de 59 anos e o seu filho, Thiago Marins, de 33 anos, foram mortos dentro da residência onde moravam no bairro de Zacarias, na Região Litorânea de Maricá. Homens armados invadiram a casa, entraram no quarto onde Thiago dormia e o mataram, em seguida, o vereador foi executado durante um luta corporal com os assassinos.

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