Faltando poucos dias para voltar às aulas nas escolas municipais, no próximo dia 10/02, a Secretaria de Educação promoveu nesta quinta-feira (06/02) o último dia do 8º circuito de formação para cerca de 70 agentes culturais que atuam nas escolas municipais de tempo integral. As atividades, que englobaram oficinas indígenas, de educação ambiental, de dança, de produção textual, de teatro e recreação, aconteceram na Escola Municipal Joaquim Eugênio dos Santos, na Mumbuca.

Divididas em quatro eixos (pedagógicos; linguagens artísticas; esportivas e ambientais), as aulas foram ministradas em dois dias. No primeiro, foi feita uma exposição teórica sobre os conceitos da escola integral, do surgimento da primeira unidade municipal, de que forma o conteúdo pode ser trabalhado com os alunos e como dinamizar as aulas, já que os estudantes ficam em média 9 horas por dia.

Já nesta quinta-feira (06/02), os agentes culturais tiveram didáticas sobre o meio ambiente e aprenderam sobre alguns minerais e rochas levados por representantes da Secretaria de Meio Ambiente. Entre os apetrechos expostos estavam a lupa estetoscópica e a peteca ecológica.

“É localizar esse agente dentro do tempo e do espaço em que ele atua. Precisamos viver e vivenciar aquilo que escutamos. Isso é a filosofia que eles levam para dentro da escola: aprender praticando. Então é observar, contextualizar para poder criar”, afirmou a coordenadora de Educação Integral, Cláudia Cardoso.

Dentro da programação, os agentes culturais também puderam experimentar as atividades lúdicas da Psicomotricidade. Trata-se de dinâmicas usando bambolês, cones, dados e bolinhas no intuito de desenvolver a expressão corporal, aprimorar a escrita do aluno, tanto do maternal como do Ensino Médio, fazendo-o se situar no espaço, além de perfeiçoar sua a criação.

“Para mim está sendo formidável. Gosto muito de compartilhar o que aprendi na teoria, na prática e na convivência. Acho muito importante compartilharmos sempre com outro. É uma formação continuada em busca de diferenciais porque isso não se encontra em livros. Gosto de criar através da minha leitura fundamentada na parte teórica. É recriar sempre”, pontuou a professora de educação física e pós-graduada em Psicomotricidade e Orientação Educacional, Geneci Siqueira.

Atenta aos exercícios passados, a professora da educação infantil, Andressa Fonseca, de 38 anos, relembrou das brincadeiras de infância que podem ser resgatadas no intuito de reduzir o tempo de utilização do celular pelas crianças.

“Costumamos falar que aprender é saber escrever. Mas na realidade aprender é o brincar com o corpo. Então com a parte da Psicomotricidade trabalhamos com o corpo e com a parte motora da criança”, disse.

Também participando da dinâmica, a professora Gisele Brito, de 32 anos, citou como as dinâmicas lúdicas ficam vivas na memória dos pequenos. “Teve uma atividade que nós fizemos que foi a dancinha da cobra que rodou o município inteiro. É muito legal ter esse retorno e ver a participação deles, principalmente dos nossos, que são do maternal. Isso é bem divertido”, avaliou.

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