Os Municípios com receita acima de R$1 bilhão passou de 77, em 2017, para 87 no ano passado, de acordo com levantamento do Observatório de Informações Municipais.

Apesar do desempenho morno da economia brasileira, o número de municípios “bilionários” no país aumentou em 2018. Passou de 77, em 2017, para 87 no ano passado, de acordo com levantamento do Observatório de Informações Municipais (OIM), que levou em consideração as prefeituras com receita orçamentária anual acima de R$ 1 bilhão. O avanço foi impulsionado em parte pela expansão dos recursos provenientes de royalties e participação especial. E, também, pelo crescimento no volume de transferências governamentais.

Previsivelmente, a relação das dez prefeituras com maior receita orçamentária no país é encabeçada por municípios de grande porte. São Paulo aparece no topo da lista, com R$ 57,3 bilhões em recursos orçamentários, seguido por Rio de Janeiro (R$ 28,6 bilhões), Belo Horizonte (R$ 10,9 bilhões) e Curitiba (R$ 9,1 bilhões).

Já quando se trata da receita orçamentária per capita (dividida pela população) há uma tendência de queda à medida em que aumenta o porte demográfico da cidade, explica Bremaeker. Com um total estimado de 106,7 mil habitantes no ano passado, Paulínia (SP) registrou montante de pouco mais de R$ 15 mil por habitante, beneficiado pela presença no município da maior refinaria da Petrobras em termos de capacidade de processamento de petróleo. O valor per capita é mais de duas vezes superior ao registrado por São Paulo (R$ 4.712,50).

Em segundo no ranking pelo critério de receita orçamentária per capita está Maricá (RJ), com um valor de R$ 13,1 mil por habitante. A cidade fluminense é a que mais recebe recursos provenientes da produção do petróleo no país. “A extração do petróleo migrou do norte do Estado do Rio de Janeiro para a baixada litorânea e a região metropolitana”, sustenta Mauro Osorio, economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Embora com orçamentos bilionários, os municípios listados no estudo apresentam disparidades evidentes quando analisados pela ótica de um indicador social como o IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Embora Maricá seja o segundo município no país em renda orçamentária per capita, ele ocupa a 289º posição no IDHM.

© 2020, Redação Maricá. Todos os Direitos Reservados.

error: O conteúdo está protegido !!
× Como podemos te ajudar?