Prova prática para candidatos do concurso de guarda-vidas aconteceu nesta sexta-feira, 13, em Maricá

A manhã de sexta-feira, 13/12, começou com um importante desafio para 82 candidatos (sendo 69 do sexo masculino e 13 do sexo feminino) a uma das 55 vagas oferecidas no concurso da Secretaria de Defesa Civil de Maricá.

Além de chegar bem cedo à Praia da Barra, na altura da Rua 0, para realizar o exame prático, um biatlo com 450 metros de natação e 400 metros de corrida, que deveria ser realizado em, no máximo 16 minutos para as mulheres e 14 minutos para os homens, o grupo encarou a água gelada.

“A dificuldade na entrada do mar, já gera para gente uma peneira, onde a gente sabe que quem está entrando está fazendo jus ao cargo, sendo merecedor da vaga a que está competindo. Nós temos um déficit muito grande nos 46 km de orla que é de competência da Prefeitura de Maricá, onde só tem 72 guarda vidas”, explicou o major Gilvane Dias.

Segundo ele, a entrada dos novos profissionais é importante principalmente para reforçar as praias no período do verão. Quem for aprovado vai reforçar o time de guarda-vidas que atuam nas praias de Maricá. “No verão, há um aumento significativo de prevenções e afogamentos, por causa do aumento do número de turistas que não tem aptidão, não conhecem as dificuldades do mar de Maricá, não sabem o que é uma vala e nem um mar de tombo”, completou.

Moradora de Niterói, Isadora Sodré (23 anos) teve o melhor desempenho entre a mulherada. “O trabalho dos guarda vidas é uma coisa que eu sempre admirei bastante. No mar, é um lugar onde eu me sinto bem. Aí quando vi a oportunidade, resolvi tentar. Eu faço nutrição, mas nadei a minha vida inteira, desde pequena. Participo também de algumas provas de bodysurf. Na hora da prova, eu estava só na briga com o cronometro tentando fazer dentro do tempo e por sorte saí na frente. Isso dá uma motivação a mais”, revelou.

Morador da Barra, Frank Correa (30 anos) saiu na frente na categoria masculina. “Eu tenho um projeto social há seis anos em que dou aulas de bodyboard e não pretendo abandonar. Mas ser guarda vidas é uma atividade que já vem de família. Meu irmão é sargento do bombeiro há 18 anos e trabalha em Ponta Negra, então eu venho acompanhando o trabalho dele. Inclusive já fiz parte da corporação da Defesa Civil como contratado. Mas quando venceu o contrato, eu prometi para mim mesmo que só voltaria para a instituição como servidor público. É muito treinamento para fazer o melhor”.

Moradora de Itaipuaçu, Mariana Abreu (28 anos) falou sobre sua preparação. “Foi bem complicada. Eu treinei bastante, consegui fazer dentro do tempo e agora é aguardar. Na primeira prova, eu não consegui no tempo, mas finalizei tudo. Essa aqui, eu finalizei dentro do tempo. Eu gosto dessa parte menos burocrática e mais ativa, por isso optei por fazer o concurso”, contou.

Aos 22 anos, Giovanni Ritter de Bambuí, Carolina Carvalho de Jacaroá e Gabriel Guimaraes de Iguaba Grande falaram sobre estabilidade. “Eu sou guarda vida contratado da Defesa Civil, mas é temporário, já estou no meu segundo contrato. Acaba agora em janeiro. Já esse concurso é definitivo, estatutário. A partir de agora minha responsabilidade aumenta porque é uma atividade que eu sei que vai durar para o resto da vida”, opinou.

“Eu faço ciências sociais, mas agora vou trocar para geografia que é um pouco mais dentro da área. Optei por esse concurso porque acho mais tranquilo, no mar, que eu tanto gosto e onde estou sempre. E não há nada melhor do que um trabalho na praia, não é verdade?”, disparou ela. “Vim procurar a estabilidade desse concurso. Faltou pouco para eu chegar lá, mas está valendo assim mesmo. Não fui tão ruim, mas também não foi o suficiente para eu chegar lá”, lamentou Gabriel.

Frutas para os participantes desta etapa foram doados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca.

Fonte: PMM

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