Aprender sobre brisas marítima e terrestre, simetria, polígonos, ângulos, vértices e geometria foram algumas das funções do primeiro Festival de Pipas realizado pela E.M. Vereador João da Silva Bezerra, nesta quinta-feira, 17.

Sessenta alunos do 6º ano aprenderam na prática a arte de confeccionar e soltar pipas, numa forma de integrar as disciplinas de Matemática, História e Geografia e facilitar o aprendizado. As atividades foram realizadas na própria unidade e também às margens da lagoa da Divineia.

Foram levantadas questões como os ângulos para a colocação das varetas, os formatos geométricos, a importância dos ventos e a história das pipas, que aponta para o ano 120 a.C., na China. Lá, o general Han Hisin, teria usado pipas para medir a distância de um túnel a ser escavado no castelo imperial. Outras versões indicam a origem em civilizações 200 a.C.

Professor de Geografia, Renato Cosentino destacou a importância de vivências extra-classe. “Sempre pensamos em atividades que reflitam a teoria aplicada em sala de aula. Aqui na Barra podemos perceber a brisa marítima, falar sobre pressão atmosférica e vento de forma leve”, destacou.

A atividade será exigida como conteúdo de uma prova na próxima semana.  “Temos que quebrar o tabu que aprender é chato e que Matemática é um bicho de sete cabeças. E não há nada melhor do que estar à beira da lagoa estudando e aprendendo”, corroborou o professor de Matemática, Alzinio Galvão.

“Além de fazer integração social, a pipa é uma brincadeira democrática praticada no mundo todo sem distinção de raça, de idade, de sexo ou cor. Temos que incentivar essa arte e mostrar às crianças o perigo do uso do cerol para que no futuro tenhamos adultos mais conscientes”, concluiu Pablo Dantas, responsável pela oficina de confecção de pipas. 

FONTE: PMM

© 2020, Redação Maricá. Todos os Direitos Reservados.

error: O conteúdo está protegido !!
× Como podemos te ajudar?