As medidas de restrição e isolamento no funcionamento das Barcas seguirão pelo menos até o dia 30 de abril. A determinação acompanha a extensão da quarentena no Estado pelo mesmo período, anunciada pelo governador Wilson Witzel. Ainda assim, o transporte aquaviário apresenta aglomerações.

Os maiores problemas flagrados pelos usuários estão no percurso entre a estação e as embarcações. Quando é liberado o acesso, os passageiros vão, ao mesmo tempo, em direção à barca da vez, o que causa aglomerações, ainda que a quantidade de pessoas seja limitada a cerca de um quarto da capacidade da Estação Araribóia, em Niterói.

De acordo com a concessionária responsável pela operação, a CCR Barcas, “por medida de prevenção ao aumento do número de casos de Coronavírus, na linha Arariboia, entre 6h e 9h e 16h e 18h, nos dias úteis, as viagens estão sendo realizadas conforme sistema de intervalos médios de 30 minutos entre as partidas e não com horários fixos de grade.”

Ainda de acordo com a CCR Barcas, as saídas podem acontecer antes do intervalo planejado, caso haja lotação máxima da embarcação, “já que não é razoável aguardar para dar a partida, uma vez que o embarque já tenha sido encerrado. Nesses casos, o tempo para o próximo embarque é recalculado em 30 minutos, a contar da última saída.”

A CCR ainda afirma que, “para evitar aglomeração no interior das estações e nos barcos, os bloqueios das estações estão programados para que o número de passagens disponibilizadas seja exatamente igual ao número de assentos da embarcação da vez, de forma que somente passageiros sentados sejam transportados, e assim, o Terminal Araribóia, que tem capacidade para 4 mil pessoas, permaneça, no máximo, com 900 passageiros a cada embarque. Vale ressaltar que os passageiros são orientados por meio de locuções, cartazes, vídeos e pelos colaboradores da empresa, sobre a importância de que seja mantida distância entre as pessoas devido ao atual cenário de pandemia do Coronavírus.”

Além disso, a Polícia Militar montou uma barreira física, na entrada das estações, para fazer a triagem dos passageiros. Apenas trabalhadores em serviços essenciais são autorizados a fazer a travessia, pois a circulação do transporte intermunicipal, ligando cidades da região metropolitana à capital, está interrompida.

Por meio de nota, a PM informou que, além das estações das Barcas, “foram montadas barreiras de contenção para controlar o acesso em 14 estações ferroviárias, na Zona Norte do Rio e em municípios da Baixada e em três estações do metrô. Nestes locais, os policiais militares solicitam ao cidadão a apresentação de documento de identidade e comprovante de exercício de profissão considerada essencial. A metodologia aplicada ao cinturão de isolamento está em constante aperfeiçoamento para evitar filas e minimizar outros impactos na vida do cidadão.”

Na manhã dessa quinta-feira (9), o secretário estadual de transportes, Delmo Pinho, declarou, em entrevista à TV Globo, que a aglomeração é um “efeito batalhão” da natureza humana. Ele pediu para que os passageiros cumpram as limitações de espaço nas estações, que são marcadas por cordas, e fiquem atentos às orientações via mensagem sonora.

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