A cidade de Jilin, no nordeste da China, voltou a impor o confinamento parcial aos moradores nesta quarta-feira (13) após o surgimento de novos casos de coronavírus — o que aumenta o medo de uma segunda onda da Covid-19 no país onde a epidemia começou.

Desde o fim da quarentena em 8 de abril em Wuhan, cidade que foi o primeiro epicentro do novo coronavírus no fim de 2019, a situação volta gradualmente ao normal na China. Por precaução, alguns lugares ainda aplicam medidas de prevenção.

Em Jilin, na província de mesmo nome que faz fronteira com a Coreia do Norte, o transporte público foi suspenso nesta quarta-feira. Os moradores da região foram proibidos de sair sem terem sido submetidos a testes de detecção do coronavírus nas últimas 48 horas. Além disso, escolas voltaram a fechar, assim como cinemasacademiascafés parques.

As farmácias devem comunicar às autoridades os nomes daqueles que compram analgésicos e medicamentos antivirais, alertou o gabinete do prefeito nas redes sociais.

Novo foco da Covid-19

Com mais de 4 milhões de habitantes, a comuna de Jilin inclui a cidade de Shulan, onde um novo foco infeccioso foi detectado no final da semana passada.

A situação “é extremamente séria e complicada”, reconheceu um vice-prefeito de Jilin, que se referiu hoje a “um risco de maior disseminação” do coronavírus.

Shulan relatou seis novos casos nesta quarta-feira, chegando a 21 neste surto, que começou com a infecção de um funcionário de uma lavanderia. O transporte público está suspenso na comuna desde domingo.

Após uma explosão em fevereiro, a contaminação se reduziu consideravelmente na China nas últimas semanas. Nesta quarta, o número de novos casos caiu para apenas sete, um deles importado.

Nenhuma nova morte foi relatada no país desde 7 de abril. Desde janeiro, 82.926 casos de contágio foram detectados na China, com 4.633 óbitos.

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