O Hospital de Campanha de São Gonçalo, construído para atender os pacientes com covid-19, começou a ser desmobilizado hoje (20), após a decisão liminar (provisória) que impedia seu fechamento ter sido cassada ontem (19). Os equipamentos removidos serão destinados a unidades municipais e da própria rede estadual.

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro informou que, em função da redução do número de pacientes internados por covid-19 no estado, a manutenção do hospital de campanha de São Gonçalo mostrou-se desnecessária. “Há vagas disponíveis em hospitais regulares da rede estadual. Com a desmobilização, evita-se gastos desnecessários para o Erário”, diz a nota da pasta.

A secretaria esclareceu ainda que desmobilização e desmonte são duas etapas distintas de um mesmo processo relativo à desativação das unidades. A primeira se trata do encerramento efetivo das atividades no hospital. Já o desmonte inclui os procedimentos logísticos envolvendo transporte de equipamentos e outras estruturas, além do desmantelamento das estruturas físicas das unidades. Para o desmonte ainda não há cronograma estabelecido.

Também nesta quinta-feira começou a ser desativado o Hospital de Campanha Lagoa-Barra, no Leblon, na zona sul da cidade do Rio, administrado pela Rede D’Or, conforme programação inicial que previa quatro meses de funcionamento. Desde 25 de abril, a unidade atendeu 742 pacientes, somando esforços à resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) no combate à pandemia.

Dos sete hospitais de campanha previstos pelo governo estadual, apenas o do Maracanã se mantém aberto por força de decisão judicial. As unidades de Casimiro de Abreu e Campos dos Goytacazes, tiveram a montagem interrompida no início de julho. Os hospitais de Nova Friburgo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu estavam funcionando como retaguarda para o caso de aumento da demanda, mas já foram desativados. Apenas as unidades do Maracanã e de São Gonçalo entraram em funcionamento recebendo pacientes.

Em funcionamento

O Hospital de Campanha da prefeitura, no Riocentro, continua em funcionamento com 300 leitos ativos,100 deles de UTI, e não há previsão de desmobilização da estrutura até o fim da pandemia. Segundo a RioSaúde, a unidade é peça fundamental no plano de retomada da cidade, garantindo um necessário suporte de leitos para dar segurança ao processo de reabertura dos estabelecimentos. Na manhã desta quinta-feira, há 101 pacientes internados na unidade, 52 deles em leitos de UTI.

O outro hospital de campanha erguido pela iniciativa privada, no Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, também foi planejado para funcionar durante quatro meses, período que será concluído em 11 de setembro.

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