Um novo golpe está tomando conta do WhatsApp: o golpe do WhatsApp clonado. Nesse golpe, os criminosos ligam para uma vítima, que eles acham o número na internet de forma aleatória (ou não), e oferecem algum serviço, podendo ser uma promoção, uma viagem, a participação em algum programa de TV ou até mesmo relatando algum problema no cadastro do WhatsApp. A vítima, então, recebe uma mensagem de texto com um código em seu telefone e o golpista pede esse código. Ao passar esse número secreto de seis dígitos para o golpista, a vítima acaba, sem saber, autorizando o golpista a ter acesso ao seu WhatsApp. A partir daí, ele fala com todos os contatos da vítima e pede dinheiro para eles fingindo ser a vítima e prometendo pagar de volta, o que nunca mais ocorre. 

Esse golpe tem ganhado força de forma crescente. Na internet, é possível identificar inúmeros relatos de diversas pessoas que sofreram com o golpe e perderam dinheiro.

Após clonar o telefone da vítima que passou os seis dígitos do código do SMS, o golpista começa a buscar, na agenda da vítima, seus amigos e familiares e envia a seguinte mensagem como se fosse a vítima: “Oi, td bem? Tô precisando de uma ajuda sua. Fui fazer uma transferência, mas como já paguei uns boletos de manhã, fiquei sem limite. Você consegue pagar da sua conta pra mim e amanhã eu já te devolvo sem falta?”. Os amigos e conhecidos da vítima, achando que estão falando com ela, passam o dinheiro para ajudá-la, mas, na verdade, transferem o valor, que geralmente é alto, para a conta de um “laranja”. Com essa, eles nunca mais vão recuperar o valor transferido e perdem um dinheiro que pode ser importante, se tornando uma segunda vítima do crime do WhatsApp clonado.

O código que a vítima recebe por SMS é realmente do WhatsApp, que usa os números por SMS como uma medida de segurança, já que só pode acessar a conta do aplicativo quem tem esse código, por isso, ele chega por mensagem no celular do dono da conta. Quando essa vítima (o dono da conta no app) passa o código para o golpista, este passa também a ter acesso à rede social da vítima e esta não percebe.

Uma das vítimas do golpe, que preferiu não se identificar, contou que os criminosos já tentaram realizar esse golpe com ela nos últimos quatro meses. A última tentativa do golpe, inclusive, foi ontem (11). “É muito chato, muito chato mesmo, na primeira vez eu quase caí, porque o papo deles é muito bom. Eu sou da área da saúde e já me ligaram falando que sabem quem sou eu pelo meu Instagram, me oferecendo entrevistas na Globo, voucher para restaurantes famosos e credenciais para congressos gratuitos. Eles ficam 1 minuto com você na ligação e depois pedem para você checar suas mensagens de textos e pedem o número que chega por SMS. Se você realmente passar esse número que chega no SMS, eles conseguem clonar o seu WhatsApp. Se você passar esse número para ele, o criminoso clona na hora”, disse a vítima que desliga o telefone sempre que chega no momento de passar o código para o golpista.

“Isso está acontecendo todos os meses, vou ter que ficar de olho em setembro. Amigas minhas, por exemplo, já caíram. E se você ver que o WhatsApp não funciona bem e pedir suporte ao aplicativo, eles demoram sete dias para te ajudar. Até lá, o golpista já fez contato com todos os seus amigos”, afirmou. 

Dicas para evitar que o golpe ocorra com você

Uma das formas de evitar problemas com este golpe é sempre desconfiar quando alguma pessoa, seja amigo ou familiar, te pedir dinheiro. Peça para a pessoa mandar áudio, te ligar ou fazer alguma coisa que comprove que efetivamente é ela quem está falando com você e não um golpista.

Uma outra dica para evitar o golpe da clonagem é configurar o seu WhatsApp para a verificação em duas etapas. Ela ocorre da seguinte forma: além dos seis dígitos normais que chegam por SMS (que o golpista pede para o usuário pelo telefone), também é preciso inserir uma senha numérica (definida pelo usuário) para instalar o aplicativo e entrar na conta da vítima. Dificultando, dessa forma, a vida dos golpistas que mesmo tendo os dígitos do SMS, não terão a senha definida pelo usuário. 

Fonte: O São Gonçalo

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