Sob o tema “Inclusão, acessibilidade e isolamento social”, a Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Políticas Inclusivas, realizou na última segunda-feira (08/06) mais uma roda de conversa do projeto Conhecendo o Conhecimento. O diferencial desta edição, que contou com mais de 62 participantes, público dez vezes maior que o habitual, foi o formato virtual do evento, o que permitiu a realização do encontro mesmo em período de quarentena por consequência da pandemia de Covid-19.

Entre os participantes convidados estava o nadador paralímpico brasileiro, Clodoaldo Francisco da Silva, conhecido como “Tubarão das Piscinas”.

“Espero que esses encontros virtuais, com essas mesas redondas, possam se tornar uma tendência até mesmo quando acabar essa quarentena e o isolamento social. Debatemos aqui questões importantes de acessibilidade, de inclusão e diversidade, assuntos muito relevantes nos dias atuais. É preciso que os gestores e suas secretarias falem a mesma língua. Somente com a união das pastas será possível vencer as dificuldades e com isso garantir dignidade respeito e o direito de ir e vir para as pessoas com deficiência”, afirmou Clodoaldo.

Para a secretária da pasta, Sheila Pinto, embora Maricá já esteja bem avançada na construção de espaços públicos de acessibilidade é muito importante promover esse tipo de discussão na cidade. “Ainda há muita coisa para fazer, muito por se discutir em relação a acessibilidade plena. Esse debate é um dos caminhos, por isso, já estamos pensando em fazer uma segunda edição a respeito deste mesmo tema”, anunciou Sheila.

Segundo a secretária as rodas de conversa promovidas pela pasta de Políticas Inclusivas possuem uma proposta bem intimista. “Estamos aqui para ouvir o que as pessoas têm a dizer e muitas das vezes o tema para a próxima roda sai dessas coisas que eu ouço. Realizar a roda de conversa de forma online é uma nova proposta, é uma nova tendência, vamos passar por um longo período ainda para voltar a normalidade e as pessoas estão descobrindo e vão ter que descobrir novas modalidades de vida”, disse.

De acordo com a assistente social e coordenadora de projetos de inclusão e acessibilidade, Simone Capella, palestrante convidada, o evento teve por objetivo fomentar nos participantes um olhar mais crítico e técnico sobre o que está acontecendo na cidade a respeito do tema.

“Estamos vivendo uma cidade em reconstrução, está nascendo uma cidade de modernização e precisamos trazer um olhar para Maricá de uma cidade acessível. Não adianta, por exemplo, a construção de uma rampa se ela não segue uma norma técnica, pois daqui a pouco essa rampa poderá provocar um acidente e o intuito desta palestra é trazer para as pessoas esse olhar”, disse Simone.

Simone comentou que ficou muito contente ao ver tanta gente querendo entender um pouco mais do assunto, mas que ainda lhe gera inquietude ver que o tema não faz parte do cotidiano das pessoas e dos responsáveis por discutir políticas públicas voltadas a acessibilidade. “Precisamos pensar em nossa população e ter um olhar atento para os idosos, obesos, mulheres grávidas, pessoas com deficiências e com mobilidade reduzida. Precisamos entender o que a falta de acessibilidade proporciona principalmente para as pessoas com deficiência. Definitivamente esse é um assunto que precisa estar internalizado na cabeça de todo mundo”, finalizou.

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