A parceria entre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Fundação Lemann possibilitou que uma vacina contra a covid-19 fosse testada, no último final de semana, em São Paulo. Profissionais de saúde receberam a dose da vacina ChAdOx1 nCoV-19, cujo desenvolvimento é liderado pela Universidade de Oxford.

A iniciativa contou com o financiamento da Fundação Lemann. Os estudos clínicos estão sob responsabilidade do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), da Universidade Federal de São Paulo , na liderança da Dra. Lily Yin Weckx e com o apoio da Dra. Sue Ann Costa Clemens, responsável pela articulação que colocou o Brasil como o primeiro a integrar a fase de testes para além do Reino Unido.

Para a etapa dos testes em São Paulo, a Unifesp recrutou mil voluntários que estão na linha de frente do combate à covid-19, uma vez que estão mais expostos à contaminação. Eles precisam ser soronegativo, ou seja, pessoas que não tenham contraído a doença anteriormente. Segundo Dra. Lily Yin Weckx, investigadora principal do estudo e coordenadora do CRIE/Unifesp, “o mais importante é realizar essa etapa do estudo agora, quando a curva epidemiológica ainda é ascendente e os resultados poderão ser mais assertivos.”

Segundo a Unifesp, duas mil pessoas participarão dos testes ao todo, no Brasil, realizados com o apoio do Ministério da Saúde. A aprovação do procedimento por parte da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) foi publicada na noite do dia 2 de junho, no Diário Oficial.

Há outros países cuja participação está em processo de análise e aprovação. Os resultados desses testes serão primordiais para o registro da vacina no Reino Unido, previsto para final deste ano. Entretanto, o registro formal deve acontecer apenas após a conclusão dos estudos realizados em todos os países participantes.

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