Acusada de mandar matar o marido , o pastor Anderson do Carmo, a deputada Flordelis (PSD-RJ) foi afastada das atividades da bancada evangélica da Câmara. Em nota, a frente parlamentar lamentou o envolvimento da deputada com os fatos narrados em denúncia pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Diante dos fatos amplamente divulgados pela imprensa brasileira envolvendo o assassinato do seu marido, pastor Anderson do Carmo, e no intuito de salvaguardar o bom nome da instituição, optamos pelo afastamento da deputada desta Frente Parlamentar até que os fatos sejam devidamente apurados e a justiça chegue a uma decisão final”, diz a nota da frente.

bancada , agora, conta com a participação de 194 deputados federais. “Que Deus ilumine os caminhos dessa nossa Irmã em Cristo, que a justiça seja feita e a verdade prevaleça”, acrescenta a nota.

Flordelis apelou nesta sexta-feira (28) ao grupo de Whatsapp da bancada feminina da Câmara para tentar evitar a cassação de seu mandato. Apesar de escrever um longo texto pedindo “pelo amor de Deus” para não ser condenada pelas colegas, não houve nenhuma mensagem em resposta.

Na mensagem obtida, Flordelis diz que está sendo denunciada por “coisas” que não fez. Ela se diz inocente e argumenta que não seria possível ter cometido o crime por dinheiro. “Vou enviar meu extrato bancário pra vocês”.

“Querem caçar (sic) meu mandato, venho aqui pedir a vocês pelo amor de Deus não deixem que façam isso comigo eu juro que vou conseguir provar a minha inocência e que vocês não se arrependerão de me ajudarem”, escreve Flordelis.

Até agora, nenhum partido apresentou um pedido de cassação da deputada, caminho mais rápido para avançar um processo contra a parlamentar.

Apenas o deputado Léo Motta (PSL-MG) encaminhou representação à Mesa da Câmara. Para que o documento seja encaminhado ao Conselho de Ética da Casa, entretanto, ainda é preciso uma análise da Corregedoria e da própria Mesa.

Além da bancada evangélica, Flordelis foi suspensa pelo PSD , o seu partido. Líderes ouvidos pelo GLOBO avaliam que a cassação é apenas uma questão de tempo. Decisão “inevitável”, dada a quantidade de provas recolhidas por Polícia Civil e Ministério Público do Rio de Janeiro.

Fonte: IG

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