O governador do Rio, Wilson Witzel, divulgou um vídeo em suas redes sociais, nesta quarta-feira (15), afirmando que não é ladrão.

“Fui juiz federal por 17 anos. Na minha carreira, tive uma vida ilibada. Fui considerado um juiz linha dura. Me elegi governador do estado do Rio de Janeiro. Todas essas acusações levianas que estão sendo feitas contra mim são por parte de gente que não quer um juiz governando o Estado do Rio de Janeiro. Não sou ladrão e não deixarei que corruptos e ladrões estejam no meu governo. Peço ao povo do estado do Rio de Janeiro que acredite porque nós vamos vencer essa guerra contra a corrupção”, disse o governador.

Essa foi a terceira vez que Witzel se manifesta desde a divulgação de que ex-secretário de saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos, preso na última sexta-feira (10), acertou um acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR), afirmando ter um conjunto de provas que envolveriam o governador no esquema de corrupção.   

Witzel usou suas redes sociais para se defender.

“Com relação às informações divulgadas pela imprensa sobre um possível acordo de delação do ex-secretário Edmar Santos com a PGR, reafirmo, com serenidade e firmeza, o meu compromisso com a população do RJ de governar com ética e transparência. Minha trajetória de vida fala por mim. Jamais me desviei do caminho da lei e, desde janeiro de 2019, do objetivo de reerguer o nosso Estado. Nem eu e nem ninguém pode ser acusado de qualquer irregularidade sem prova”, publicou o governador.

Na manhã desta quarta, o governador enviou nota à imprensa afirmando que sua gestão é pioneira em divulgar informações sobre pagamentos e contratos na Saúde do estado e que determinou a quebra de sigilo de documentos da pasta assim que surgiram as primeiras denúncias.

Confira a nota na íntegra:

“O governador Wilson Witzel esclarece que, desde que surgiram as primeiras denúncias de possíveis irregularidades nas compras emergenciais e contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde, determinou a imediata quebra de sigilo desses documentos e abriu sindicância para apurar o autor do pedido de sigilo. Witzel reitera também que, nesse sentido, sua administração foi pioneira ao adotar, no Rio de Janeiro, o SEI (Sistema Eletrônico de Informações), onde são lançados todos os contratos e pagamentos do governo do Estado do Rio de Janeiro. Witzel tem ainda a convicção de que o papel da imprensa é mesmo o de fiscalizar e acompanhar tudo o que está sendo feito com recursos públicos.”

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